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23 de abril de 2008

Salário Mínimo x Dívida Pública

No dia 16 de Abril, Lula encaminhou ao Congresso Nacional o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que define o orçamento para o ano que vem.

Nesse projeto, o Governo propõe que o salário mínimo que hoje está em R$415,00 passe a R$449,97. Como que o Lula, eleito pelos trabalhadores, pode fazer uma proposta dessas? Será que o Lula viveria com um salário desses? Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Sócio-econômicos) o salário mínimo deveria ser de R$1.881,32 para garantir as condições mínimas de vida para o trabalhador.

O argumento do Governo é de que não há “espaço fiscal”. Oras, mas o que é isso? Isso significa que o Governo prioriza o pagamento dos juros da dívida pública em detrimento de investimentos para o salário! Assim se faz a vontade dos patrões e não a dos trabalhadores. Por isso dizemos: Lula, rompa as alianças com os partidos dos patrões e faça um governo verdadeiramente para os trabalhadores!

22 de abril de 2008

Os 2% mais ricos detém metade da riqueza do mundo!

O Instituto Mundial para Pesquisa do Desenvolvimento Econômico da Universidade das Nações Unidas produziu um relatório que mostra que os 2% mais ricos do mundo detém mais da metade de toda a riqueza do planeta. O mesmo relatório revela que a metade mais pobre da população mundial detém menos de 1% da riqueza global.

Eles calcularam a riqueza pegando tudo o que as pessoas possuem subtraindo o que devem – suas dívidas. A análise revela enormes discrepâncias de riqueza entre diferentes países. Como já podíamos esperar, a riqueza está concentrada na América do Norte, Europa e em alguns países como Japão e Austrália. Esses detém 90% de toda a riqueza.

18 de abril de 2008

Solidariedade a Fábrica na Argentina

Reprimiram e prenderam trabalhadores da IMPA e companheiros da ANTA-CTA
(traduzido do site: http://www.cta.org.ar)

No dia 17 de abril de 2008 sucederam-se atos de repressão policial contra os trabalhadores da empresa recuperada IMPA e contra todos os colegas da Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados-CTA, que acompanham a luta pela manutenção da fonte de trabalho mantida de forma autogestionada por parte dos trabalhadores da dita fábrica. Para contextualizar cabe esclarecer que a empresa autogestionada IMPA tem estado em concordata de credores desde 1997 e pagou 90% da dívida. Ainda que tendo chegado a um princípio de acordo, faz menos de uma semana, com dois de seus credores, o juiz que cuida da causa resolveu pelo despejo de IMPA sem mediar nenhum tipo de negociação prévia e desconhecendo por completo as tratativas e acordos obtidos com ditos credores já citados. Assim é que ordenou o despejo pela força da fábrica, o qual se concretizou na terça-feira 15 de Abril de 2008, às 22 hs. É assim que no dia de ontem, 16 de abril de 2008, se juntou um nutrido grupo de trabalhadores autogestionados em apoio à fonte de trabalho dos companheiros da IMPA, e pela continuidade trabalhista dos mesmos na empresa que souberam recuperar e pôr novamente em funcionamento faz anos atrás. E neste dia, e para não sair de seu costume, a Polícia Federal reprimiu ferozmente a todos os colegas que mantinham a vigília na porta da fábrica. Sem mediar nenhuma provocação por parte dos colegas, senão simplesmente a pressão provocada pela presença no lugar e por manter viva a consigna de que “IMPA é dos trabalhadores”, é que a polícia começou sua provocação e repressão mediante jatos de água dos carros anti-distúrbio ao que continuou com os disparos de balas de borracha e gases lacrimógeno sem lhes importar para nada que dessa maneira podiam ferir gravemente, dado o estreito das ruas da zona, não somente aos companheiros que estavam ali senão que também aos vizinhos que conhecem e apoiam aos trabalhadores de IMPA. O resultado da feroz repressão é que detiveram a 35 companheiros, dos quais 20 são de IMPA e 15 de cooperativas pertencentes a ANTA (Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados). Por tudo isto solicitamos a todas as organizações, que estejam na senda da luta dos trabalhadores e pela reivindicação e defesa de seus postos de trabalho e por seus direitos, que difundam o sucedido da maneira o mais amplamente possível e também estar atentos a que SE TOCAM A UM NOS TOCAM A TODOS. Muito obrigado por sua atenção e abraços para todos.

Carta de Solidariedade aos companheiros trabalhadores da fábrica IMPA

Estimados companheiros,
Estimado companheiro Eduardo Vasco Murua,

Acabamos de tomar conhecimento do violento ataque que sofreram na Argentina e imediatamente decidimos organizar uma delegação ao Consulado da Argentina, em São Paulo, para exigir o fim da repressão e a devolução da fábrica aos seus trabalhadores. Como têm conhecimento aqui no Brasil sofremos a mesma repressão por parte do governo Lula, em 31 de Maio de 2007, que determinou a intervenção nas fábricas ocupadas, Cipla e Interfibra, com um tropa de mais de 150 policiais fortemente armados e que desde então tem adotado medidas para fechar a fábrica. Hoje passam de 300 os demitidos e todas as conquistas da gestão democrática dos trabalhadores foram revogadas, como a redução para 30h da jornada de trabalho com a manutenção dos salários. Um movimento muito importante de resistência e apoio à luta aqui no Brasil e no mundo se levantou contra o ataque fascista e a intervenção. Na época contamos com a importante solidariedade do companheiro Murua da IMPA. Sabemos que a unidade do movimento operário pelo fim da intervenção foi determinante para impedir a invasão da Flaskô cerca de 45 dias depois. Por tudo isso estamos organizando para os dias 27 e 28 de Junho um Tribunal Popular para Julgar a Intervenção nas Fábricas Ocupadas, no Brasil. Desde já queremos convidá-los a estar presentes com uma delegação da IMPA e de todo o vosso movimento. Sabemos que toda fábrica fechada é um cemitério de postos de trabalho e por isso os patrões e seus lacaios não podem aceitar que nossa classe se levante contra a barbárie que o capital e seus governos organizam, por isso eles não podem aceitar que existam fábricas tomadas pelos trabalhadores que seguem a luta em defesa dos interesses de seus irmãos pelo fim da exploração de classe. Por isso eles nos atacam, e se utilizam da mais dura repressão para nos tentar dividir, desmoralizar e fazer abandonar nosso caminho de luta para o socialismo. De outro lado, sabemos que a classe operária tudo pode, se sabe construir sua unidade e não se dobra aos interesses do capital. Os trabalhadores da IMPA têm demonstrado isso mantendo seus empregos nestes 10 anos. Por toda América Latina e no mundo vemos a resistência revolucionária dos trabalhadores cuja ponta de lança é a revolução venezuelana. Por isso nos somamos à dura luta dos nossos irmãos trabalhadores da IMPA pelo fim da repressão e exigimos que devolvam a fábrica a seus trabalhadores que há mais de dez anos têm lutado pelos seus postos de trabalho. Estamos à disposição dos companheiros para o que for necessário. Um ataque a um é um ataque a todos! Exigimos: Devolvam a fábrica a seus trabalhadores! Fim da repressão na IMPA!

Serge Goulart – Coordenador do Movimento das Fábricas Ocupadas do Brasil
Pedro Santinho – Coordenador da Flaskô (Fábrica sob controle dos trabalhadores/SP)
Caio Dezorzi – Pela Secretaria da Esquerda Marxista

15 de abril de 2008

Heróica luta dos estudantes da UnB


Romper o isolamento para avançar!
por Caio Dezorzi


No dia 3 de Abril estudantes da UnB (Universidade de Brasília) ocuparam a reitoria da universidade com uma lista de reivindicações. Eles exigem a saída do reitor (acionado pelo Ministério Público por fazer uso de dinheiro de fundações da UnB em benefício próprio), e ainda pedem mudança do estatuto da instituição e eleições paritárias para os órgãos colegiados. A ocupação dura mais de dez dias e já conseguiu a renúncia do reitor da UnB (Timothy Mulholland) e do vice-reitor (Edgar Mamiya). Porém as pressões para que os estudantes encerrem o movimento são inúmeras. Vale destacar que no dia 4 de Abril a justiça estabeleceu multa de R$5.000,00 por hora ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) caso os manifestantes não desocupassem o prédio. O valor já passa de um milhão e duzentos mil reais, entretanto, em assembléia ocorrida hoje (15/04) com participação de cerca de 1400 estudantes (segundo o blog da ocupação), eles decidiram permanecer na Ocupação da reitoria da UnB. Segundo a assembléia, a mobilização seguirá até que o Conselho Universitário da UnB (Consuni) se comprometa com eleições diretas e paritárias para a reitoria.

Isso me faz lembrar das ocupações na época em que eu era do DCE da Unesp e Fatec. Iniciamos a ocupação do IA (Instituto de Artes da Unesp) em 9 de Abril de 2002: nossa principal reivindicação era por moradia estudantil para os estudantes carentes (faltavam 8 vagas na moradia e os estudantes estavam dormindo na garagem). Após iniciarmos a ocupação, convocamos um Conselho de Entidades Estudantis da Unesp e Fatec (CEEUF), que ocorreu no IA ocupado. Ocupamos a reitoria da Unesp (que fica próximo à Av. Paulista) por algumas horas com cerca de 200 estudantes de diversos campi. A Unesp e Fatec têm a característica de serem “espalhadas” pelo estado de SP. Os campi se situam em 33 cidades diferentes. Isso dificulta a organização do Movimento Estudantil, mas amplia o terreno da luta. Ao sair do CEEUF os estudantes voltaram para os seus campi com a idéia de ocupar também! E as ocupações começaram a estourar em Marília, Bauru, Assis, Presidente Prudente e etc. Isso tirou a ocupação do IA do isolamento e deu mais força ao movimento. A ocupação do IA durou 51 dias. Naquele ano ocupamos por mais duas vezes a reitoria e fomos fortemente reprimidos pela polícia, quando tentamos (400 estudantes) impedir a realização da reunião do Conselho Universitário que foi trasladado de um dia para o outro para uma cidade do interior, Araçatuba (450km de São Paulo, onde o Conselho sempre se reúne). O movimento teve forte apoio de estudantes de outras universidades e dos sindicatos dos docentes e funcionários. Eu e outros estudantes do Comando de Mobilização fomos processados (e respondemos estes processos até hoje).

O tempo passou e vimos ocupações ressurgirem em várias universidades, como por exemplo na própria Unesp (2006), na USP e UFBA (2007) e agora na UnB. Por motivos diferentes os estudantes lançam mão de ocupações como meios de luta. E quando fazem isso, querendo ou não, colocam em questão quem é que “manda” na Universidade. É a questão do poder colocada na universidade. O mesmo ocorre com uma ocupação de prédio ou de terreno pelo movimento de moradia, uma ocupação de terra no campo ou uma ocupação de fábrica pelos seus trabalhadores.

Mas se a história mostrou que não existe socialismo num só país, também é válido que não existe socialismo num só prédio, numa só fazenda, numa só fábrica e nem em uma só universidade. Isso quer dizer que, mais cedo ou mais tarde, se a ocupação da UnB continuar isolada, será derrotada. Ou pelo cansaço dos estudantes ou por alguma ação repressora do Estado. A única possibilidade de vitória para os estudantes se dará se este movimento puder se espalhar para outras universidades, tirando a luta da UnB do isolamento e ganhando em tamanho e proporção até dar um salto de qualidade. Um movimento nacional de ocupações de universidade também chegaria a um ponto em que se encontraria isolado frente ao restante da sociedade. E para sair do isolamento seria necessário que o movimento operário e o movimento camponês também dessem um salto de qualidade. Com isso, passaria de uma situação onde está em questão “quem manda” dentro de uma ou de todas as universidades, para “quem manda” em toda a sociedade: ocupações de terra, de empresas, ou seja, dos meios de produção.

Isso é a luta de classes. Não existe “socialismo em uma só universidade”. E num país capitalista como o Brasil não poderia haver “socialismo nas universidades” e no resto da sociedade continuar imperando o capitalismo. Tudo está ligado. Ou o movimento se expande ou será derrotado.

É preciso portanto que a UNE e os DCEs de um grande número de universidades se coloquem em movimento, inclusive ocupando outras universidades por suas reivindicações específicas, mas ligando à luta dos estudantes da UnB por paridade. Para sair do isolamento, o movimento da UnB precisa se conectar com outros movimentos sociais, como o MST, MTST, Movimento das Fábricas Ocupadas, etc. É preciso fazer a ponte com a revolução venezuelana e os processos revolucionários que varrem a América Latina.

Entrar na linha das ZATs (Zonas Autônomas Temporárias – a invencionice pequeno-burguesa de Hakim Bey) é jogar o movimento no buraco. A saída não é ficar antevendo o fim do movimento como algo necessário, mas lutar até o fim para que este movimento possa continuar, aumentar – e que a quantidade possa proporcionar a mudança de qualidade necessária para que essa “democracia” buscada hoje pelo movimento dentro da UnB, possa ser a bandeira por “verdadeira democracia” – ou seja, socialismo – em toda a sociedade brasileira – e no mundo!

14 de abril de 2008

Eleições no Paraguai


Militantes da Esquerda Marxista participam de ato em São Paulo em solidariedade à candidatura de Fernando Lugo à presidência no Paraguai



Após 60 anos no poder, o partido Colorado, que leva no Paraguai uma política de submissão ao imperialismo norte-americano e de ataques à classe trabalhadora, pode sofrer uma histórica derrota.

O ex-bispo Fernando Lugo, candidato à presidente pela Aliança Patriótica pela Mudança, aparece em primeiro lugar nas pesquisas. Lugo fala em seus discursos de Reforma Agrária, combate à corrupção, às máfias do poder e da necessidade de recuperar a soberania energética do país, propondo a renegociação do injusto tratado energético de Itaipu com o Brasil.

As eleições ocorrem no dia 20 de abril e o partido colorado incita um clima de violência no país, inclusive com atentados, como o que ocorreu contra Alfredo Avalos, dirigente do movimento de esquerda Tekojoja, que foi gravemente ferido ao receber tiros na noite de terça-feira (8) em frente à sua casa. Sua esposa, a brasileira Silvana Rodrigues de Avalos, levou três tiros – um na cabeça, um no tórax e em um no braço – e morreu na hora. Não são poucas também as tentativas de fraude eleitoral que são descobertas diariamente.

O PT chamou um ato em SP no último domingo (13/04) com a presença de Raul Monte, que participa da campanha eleitoral de Lugo. O ato foi pequeno, cerca de 35 pessoas. Os militantes da Esquerda Marxista estavam presentes e enfatizaram a importância dessa eleição dentro do conjunto revolucionário que varre a América Latina e da necessária perspectiva socialista para esse processo.

Se Lugo perder as eleições, ficará evidente a fraude eleitoral, e uma crise de poder, como a que ocorreu nas últimas eleições no México, estará aberta; se Lugo vencer, não serão poucas as tentativas da burguesia em formar um governo de coalizão entre trabalhadores e patrões. Sinais disso já estão na composição da Aliança, com partidos burgueses como o Partido Liberal Radical Autêntico, ao qual pertence o candidato a vice-presidente.
Por tudo isso, a atual eleição no Paraguai merece muita atenção dos revolucionários de todo o mundo. A grande mídia não noticia esse profundo processo de transformação. Nós, da Esquerda Marxista, estaremos atentos, inclusive com militantes acompanhando no Paraguai. Em breve novas notícias.

10 de abril de 2008

Campanha em defesa do mandato de Mariano!

Vereador de luta condenado por "incitar protestos"!

Companheiros e companheiras, segue campanha de moções em defesa do mandato do vereador Adílson Mariano (PT), militante da Esquerda Marxista, que foi condenado pela justiça criminal por apoiar as manifestações contra o aumento nas tarifas de transporte coletivo em 2003.
Contamos com a solidariedade de todos, pois não será fácil reverter essa decisão. O Diretório Estadual de SC do PT já declarou apoio ao vereador, mas para se ter uma idéia da perseguição, a Associação dos Magistrados Catarinenses, entidade que congrega desembargadores e juízes de Santa Catarina, publicou uma nota defendendo o juiz Renato Roberge pela condenação contra Mariano.

Modelo de moção de apoio pela absolvição do Vereador Adilson Mariano (PT)
Considerando que o vereador Adilson Mariano, do Partido dos Trabalhadores de Joinville – SC, foi condenado pelo Juiz de Direito da Ia Vara Criminal, Renato Roberge, em dezembro/2007, por suposta “incitação” de manifestantes a impedirem o funcionamento do transporte urbano coletivo (artigo 262, do Código Penal) durante manifestações populares ocorridas em maio/2003 contra o aumento das passagens de ônibus, em Joinville;
Considerando que a pena, de primeira instância, é de um ano e três meses de detenção e pagamento de multa, substituída pela prestação de serviços à comunidade e multa de dois salários-mínimos, revertidos em favor de entidade beneficente;
Considerando que o vereador Adilson Mariano é autor de Projetos de Lei que se encontram em trâmite na Câmara de Vereadores de Joinville, questionando a legitimidade da concessão do serviço público às empresas de transporte coletivo do município;
Considerando que a defesa de uma reivindicação popular legítima, bem como a prática do direito de organização e de manifestação consistem em exercício da função parlamentar de vereador, amparado nas prerrogativas concedidas pelo artigo 29, inciso VIII, da Constituição Federal, que assegura a inviolabilidade do parlamentar em virtude de palavras, opiniões e manifestação pública, não podendo ser processado judicial ou disciplinarmente por ações que estejam relacionadas com o exercício do mandato;
Considerando que Adilson Mariano exerce seu segundo mandato e é considerado parlamentar dos mais atuantes da Câmara de Vereadores de Joinville, incansável defensor das causas mais humildes e difíceis que, via de regra, comprometem a vida de trabalhadores e trabalhadoras deste país vitimados pela desigualdade social.
Considerando que os advogados do vereador apresentaram recurso de apelação ao Tribunal de Justiça do Estado para reformar a sentença de primeiro grau e impetraram Habeas Corpus com fundamento na norma constitucional, tendo em vista que a jurisprudência é unânime ao garantir a inviolabilidade do vereador por suas opiniões, palavras ou atos no exercício do mandato;
Considerando que tal condenação é evidente demonstração de parcialidade e conteúdo político nocivo e que a defesa do vereador é um ato político de grande importância contra a criminalização dos movimentos sociais e de seus defensores, pela garantia da liberdade de expressão e manifestação pública;
Nós, (entidade), apelamos ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina na pessoa do Excelentíssimo Desembargador João Eduardo Souza Varella e os senhores Desembargadores da Primeira Câmara Criminal para que acolham as medidas judiciais impetradas em favor do vereador Adilson Mariano, resguardando-lhe o direito constitucional ao exercício da função parlamentar e absolvendo-o da penalidade injustamente aplicada, em prol da garantia da liberdade de expressão no Estado de Direito.

Enviar para:
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Senhor Desembargador João Eduardo Souza Varella
(Processo 2008.007940-1 - Apelação Criminal)
R. Álvaro Millen da Silveira, 208 - Centro
88020-901 Florianópolis – SC
Telefone: (48) 3221-1000 Fax: (48) 3221-1200

Com cópia para:
Mandato do Vereador Adílson Mariano

4 de abril de 2008

Últimas informações sobre ocupação do MTST em Mauá (SP)

Nessa quinta-feira, 03/04, as famílias ocupadas no terreno em Mauá, fizeram uma marcha com mais de 500 famílias até a Prefeitura do município.Elas andaram por 10 km embaixo de chuva e foram recebidos pelo Secretario de Habitação e outros componentes da prefeitura municipal.Nessa reunião, foi assumido o compromisso de marcar uma reunião com o Prefeito da cidade, Leonel Damo. A data dessa reunião ainda não foi definida, mas o prometido é que ela irá acontecer na semana que vem para que o problema das muitas famílias que ocupam o terreno possa ser resolvido. Provavelmente, até que essa reunião seja realizada, não ocorrerá despejo.Por volta das 8 horas da manhã, o nome do acampamento foi escolhido por meio de uma assembléia realizada com todos os ocupantes. E o nome escolhido foi: "ACAMPAMENTO TERRA E LIBERDADE".

Fonte: ABRA

Reforma Trabalhista

PELA RETIRADA IMEDIATA
DO PL VACCAREZZA


PL que muda CLT é grave agressão a trabalhador
Fonte: OAB - Conselho Federal 03/04/2008 10h48

"É a maior agressão já vista à estrutura sindical e ao trabalhador brasileiro. O projeto do deputado Vaccarezza está demolindo a CLT". A afirmação foi feita ontem (2/04) pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, ao manifestar ao ministro da Justiça, Tarso Genro, a preocupação da advocacia com o teor do Projeto de Lei nº 1.987/07, que propõe graves alterações à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O tema foi tratado em reunião no gabinete do ministro, da qual também participaram diretores do Conselho Federal da OAB, da Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat) e o secretário da Reforma do Judiciário, Rogério Favreto.

Na oportunidade, Britto rebateu as afirmações que têm sido divulgadas pelo autor do projeto, o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), de que o projeto de lei apenas propicia uma mera atualização da CLT, afastando os dispositivos que não estão mais em uso, sem fazer qualquer tipo de juízo de valor. "Há sim juízo de valor em vários trechos e esse projeto praticamente extingue a valoração que se dá hoje às negociações coletivas", relatou Britto ao ministro da Justiça. Ainda segundo o presidente da OAB, o projeto de lei, se aprovado, traria mudanças para muito pior às interpretações constitucionais e até o nome CLT, já bastante conhecido do trabalhador como sinônimo de proteção de direitos, seria alterado conforme o PL.

O mais preocupante, ainda na avaliação do presidente da OAB, se dá em relação ao fim das negociações coletivas e ao desvalor que o projeto imprime às representações sindicais. "O sindicato de trabalhadores praticamente deixa de ser reconhecido. Nesse projeto, deixa de ser considerado substituto processual e passa a atuar apenas como mero representante do trabalhador", relatou.

O ministro da Justiça mostrou-se alarmando diante do relato feito pela OAB e acenou com a possibilidade de formação de um grupo de trabalho para estudar as mudanças propostas. O ministro informou à OAB ter recebido recentemente o deputado em seu gabinete e que, na ocasião, o deputado teria ratificado a afirmação de que o seu projeto tem o condão apenas de atualizar os dispositivos da CLT, sem alterar o seu conteúdo material. Tarso ressaltou a importância de que se modernize o texto da CLT, inclusive para regular novos direitos e novas funções trabalhistas. No entanto, afirmou que não se deve extinguir direitos já conquistados.

Pela OAB, participaram da reunião no gabinete do ministro da Justiça a secretária-geral da OAB, Cléa Carpi da Rocha, o secretário-geral adjunto da entidade, Alberto Zacharias Toron, e o diretor-tesoureiro do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante Junior.

3 de abril de 2008

Sindicato dos Metalúrgicos de Garuva e Itapoá

Em defesa da livre organização operária!


Continua a Campanha Nacional e Internacional contra as demissões dos dirigentes do Sindicato em Santa Catarina



A comissão pró-fundação do sindicato metal-mecânico de Garuva e Itapoá (SC) colocou com 10 dias de antecedência o edital de chamada de Assembléia Geral de fundação do sindicato no jornal A Notícia (jornal de grande circulação) e no Diário Oficial do Estado chamando os trabalhadores para a assembléia no dia 10 de junho de 2007. Além da publicação dos editais, um carro de som passou nas ruas de Garuva no dia 09/06, chamando todos os trabalhadores das empresas mecânicas e metalúrgicas das cidades de Garuva e Itapoá, situadas no nordeste de Santa Catarina, cerca de 40km distantes de Joinville – principal pólo industrial do estado.

No dia seguinte, após a fundação do sindicato, os dirigentes eleitos se dirigiram às empresas para formalmente comunicar a fundação do sindicato e a sua eleição para a primeira direção.
No mesmo dia receberam o comunicado de demissão! O presidente eleito Edson da Silva, o vice-presidente Francisco Lanzzarim, um membro do Conselho Fiscal Sebastião Inácio Filho, todos da empresa Marcegaglia do Brasil e o companheiro José Wilson dos Santos, nosso tesoureiro, foi demitido da empresa Siloé Cerise três dias depois. A nossa diretora, Rosane foi demitida da empresa Refrex em setembro.
Todos estes trabalhadores já entraram com processo na justiça do trabalho e estão aguardando a decisão sobre o pedido de reintegração. A diretora Rosane, foi reintegrada na empresa, mas, ainda não foi recolocada no seu posto de trabalho e não está recebendo o seu salário.

Apesar das demissões, dos processos que não andam, do registro do sindicato no MTE que está demorando e de um ataque ferrenho da burguesia da cidade com todos os seus representantes na câmara de vereadores, conseguimos soltar dois informativos na base, fizemos duas rifas, temos uns 15 a 20 filiados, conseguimos apoio expressivo do Partido dos Trabalhadores, do Padre, do MST de Garuva, fizemos seis reuniões da diretoria com ata, participamos das duas marchas nacionais da CUT, do encontro estadual do MNS (Movimento Negro Socialista), da plenária da Campanha “Tirem as Mãos da Venezuela” e encaminhamos ofício para a ACIG (Associação Comercial e Industrial de Garuva) para que intermediasse a primeira mesa de negociação - ainda não obtivemos resposta.

Diante destas situações, dirigimo-nos a todas as entidades sindicais solicitando apoio solidário e financeiro na luta pela anulação das demissões dos dirigentes sindicais praticada pelas empresas Marcegaglia do Brasil, Refrex e Siloe Cerise (Fundição Curitiba), pois tal medida fere a Constituição Federal e a Convenção 98 da OIT, se caracterizando como prática anti-sindical.



CAMPANHA FINANCEIRA

Pedimos a solidariedade das entidades sindicais para que nos ajude financeiramente, mês a mês, até que os dirigentes sejam readmitidos nas empresas. A situação dos demitidos é complicada, estão fazendo “bico” para sobreviver, mas estão se mantendo firmes na luta para fazer valer a entidade que criamos. Esta entidade nasceu na base da CUT e já definimos em reunião da diretoria, pela filiação à nossa central sindical.

Razão Social: Sindicato dos Metalúrgicos de Garuva e Itapoá
CNPJ: 08.939.596/0001-00
Banco: CEF – Agencia: 0419 – C/C: 3378-5
Contato: Edson – Celular: (47) 9917-3429 – E-mail: sindimetal@pop.com.br



CAMPANHA DE MOÇÕES

Pedimos a solidariedade das entidades sindicais para que nos ajude, enviando Moções por e-mail contra as demissões para as empresas e para os juízes do Trabalho que estão analisando os processos, solicitando a reintegração dos dirigentes sindicais demitidos.

No caso dos trabalhadores Edson da Silva, presidente, vice-presidente Francisco Lanzzarin, membro do conselho fiscal Sebastião Inácio Filho:Marcegaglia do Brasil – vendas@marcegaglia.com.brJuiz do Trabalho César Nadal Souza – 1vara_jve@trt12.gov.br

No caso do trabalhador José Vilson dos Santos, tesoureiro:
Siloé Cerise – milenevt@onda.com.brJuiz do Trabalho Antonio Silva do Rego Barros – 5vara_jve@trt12.gov.br

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Epidemia!

A dengue no Rio
por Luiz Bicalho

Primeiro foi a febre amarela. Agora é a dengue. Osvaldo Cruz, que dirigiu o primeiro grande saneamento na então capital do Brasil (Rio de Janeiro) deve estar se revirando no túmulo. O Jornal O Globo de 31-03-08 mostra fotos da lagoa, do autódromo e até de um cemitério com água servindo de criadouros de mosquitos. Pobre Rio!

Quanto tempo já se passou desde que o Presidente Lula garantiu que a saúde no Brasil estava melhorando? Quanto tempo se passou desde que o governador assumiu o governo do Rio e subiu as escadas de um hospital para provar que ele, sim, daria atenção a saúde? Quanto tempo desde que o prefeito Cesar Maia declarou que a saúde no Rio vai bem obrigado? O único com saúde para dar e vender parece ser o mosquito.

Mas claro que podemos comemorar! Podemos comemorar o fim dos tiroteios, pois bandidos e policiais correm mais dos mosquitos que das balas. E se um dia um poeta – Eliakim Araújo, se não me engano – cantou a defesa da Amazônia pelo mosquito da malária, podemos agora glorificar o mosquito da dengue e da febre amarela por defender nossas crianças e adolescentes dos traficantes e das balas da polícia. Até um padre já disse a Cesar Maia que só rezar não basta. E os governantes rezam, pedem aos céus por melhores dias e melhores tempos, apelam para os anjos e para os deuses. E como estes, se existem, não estão lá muito interessados nestas coisas terrenas do dia a dia que sofre o povo, morrem crianças e velhos, morrem em hospitais, em casas e até nas barracas de campanha que monta o exercito, como se o mosquito fosse o inimigo que deve ser abatido. O que abateu a saúde do carioca e que mata seus filhos e seus avós (que as crianças e velhos são mais vulneráveis a dengue) é o descaso, a cupidez, a ignorância e a falta de um mínimo de cuidado que os governantes têm com o povo. O prefeito, o governador, o presidente, todos fingem que não é com eles, que a culpa é do outro. E vão uns e outros vivendo o seu dia a dia, brigando brigas intermináveis de disputas por verbas, espaço na TV e quem sabe por outro cargo, outro salário, outro lugar para seus filhos, irmãos, parentes e amigos (ou quem sabe seus cupinchas, mas isto já é falar com uma linguagem muito forte e eles coitados que só querem o melhor para si e para suas famílias será que merecem tanto?).

E o mosquito? Vai bem, obrigado. Manda lembranças de cada uma das poças que não foi visitada pelos mata-mosquitos que Fernando Henrique demitiu, que Lula levou tanto tempo a readmitir que quando voltaram os mosquitos já eram tantos que não cabiam mais em um fusquinha e se tinham sido exterminados em 1950, agora voltavam com força total. E o prefeito também não queria os mata-mosquitos e os dispensou e Cabral também nisto nunca pensou ou não pensou seu secretario de saúde ocupado com outras saúdes e outros afazeres para pensar nestes pobres cariocas que tanto têm que sofrer.

Sim, vai bem a economia, os lucros de bancos, industrias, comércios, grandes fazendas (o agrobusiness) vão todos muito bem obrigado. Vão bem as multinacionais que nunca lucraram tanto e nunca enviaram tanto dinheiro para o exterior. Vão bem os planos de saúde que também voltaram a lucrar. Vai bem todo mundo que explora o trabalho alheio e que deste trabalho vive, vão bem os juros que continuam os mais altos do mundo e que fazem os americanos ricos tirarem o dinheiro do dólar e aplicarem no Brasil para que o suor e o sangue brasileiro paguem juros a este americano enquanto que lá o povo vive cada vez mais miserável como vive o povo daqui. Sim, tudo vai bem, tudo vai ótimo como 2 e 2 são cinco. E o superávit primário foi o mais alto dos últimos anos e tanto gostaram os investidores. E o povo vai sofrendo. Sofrendo no trem da central cada dia mais cheio. Sofrendo no metrô nosso de cada dia cada dia mais cheio. Sofrendo e sacolejando em cada ônibus cada dia mais cheio e mais caro. E morrendo hoje de dengue esperando a dengue passar para voltar a morrer no tiroteio nosso de cada dia. Até o dia em que para passar tudo isso a revolta e a raiva se transformem em uma revolução que varra toda esta sujeira e esta lama e construa um mundo novo onde possamos viver e amar e se divertir sem ter medo de mosquitos e balas.

2 de abril de 2008

Últimas informações sobre as ocupações do MTST próximas a São Paulo

Mauá



Foi dada a entrada de uma liminar de reintegração de posse, que visa tirar as mais de 1000 famílias que estão em terreno ocupado em Mauá, no Jd. Olinda. O proprietário é Geraldo Joaquim, de 72 anos, que entrou com um pedido de reintegração de posse na 2ª Vara Cível do Fórum de Mauá. A decisão judicial ainda não foi tomada.

Frente a esse novo episódio, foi convocada para hoje às 16h uma Assembléia Geral no acampamento de Mauá - a assembléia também vai escolher o nome da sua comunidade. São várias as possibilidades, todas elas homenageando lutadores do povo. Também decidirão uma data de realização de uma marcha até a prefeitura ou câmara (ainda indefinida) para os próximos dias.

Durante todo o dia houve trabalhos de organização interna. O grupo de ação social da paróquia São João Batista segue desde a manhã de hoje cadastrando e recolhendo informações sobre as famílias sem teto.
Negociações de segunda-feira

Na segunda feira, 31/03, foi feita uma reunião entre uma comissão do acampamento e a Secretaria de Habitação de Mauá. Durante o encontro, a prefeitura se comprometeu em fazer uma caixa d'água na área e abastecê-la com água da Companhia Municipal de Água, e disse haver possibilidade de fazer banheiros químicos, doar alimentos, cobertores e colchões.

Em relação à área, existe a possibilidade de, junto ao Ministério das Cidades, realizar a desapropriação, uma vez que ela já foi objeto de decreto de utilidade pública para fins de moradia. Além disso, o proprietário possui uma dívida de R$ 618 mil de IPTU somente nesse terreno, além de outros terrenos na cidade que igualmente possuem dívidas.



Embu

A ocupação realizada em Embu das Artes se fortalece a cada instante - já são em torno de 500 famílias no local, vindas de toda a região.

O terreno estava vazio há muitos anos e há relatos de que tenha sido utilizado para fins de tortura durante a ditadura militar - o terreno pertenceria à família Paranhos Fleury.
O MTST reivindica a desapropriação desse ou outros terrenos para a construção de habitação de moradia popular.

Foi realizado, na ocupação de Embu das Artes do MTST, um ato público com o bispo dom Luis Cappio - o mesmo que realizou duas greves de fome contra a transposição do Rio São Francisco.O ato em apoio às lutadoras e lutadores sem-teto, ocorreu às 9:30.

Essa ocupação integra uma jornada de lutas urbanas nacional que o MTST participou com a realização de ocupações de terra em Mauá, Campinas, Embu (SP) e Manaus (AM).

As famílias do Acampamento Silvério de Jesus do MTST – na cidade de Embu – farão uma grande luta no dia de hoje. Primeiro farão uma marcha até prefeitura da cidade para exigir do prefeito Geraldo Cruz:

1. Posicionamento do prefeito com relação à ocupação e ao risco de despejo;
2. Que o governo municipal desaproprie a área – junto com os governos estadual e federal - para construção de moradias populares, uma vez que a mesma tem dívidas milionárias com a prefeitura e pelo fato de estar abandonado a mais de 30 anos, servindo apenas para desmanche de carros, estupros e desova de cadáver;
3. Que o prefeito garanta assistência social e um mínimo de estrutura para o bem-estar das famílias como caminhão-pipa, banheiros químicos e coleta de lixo.

A marcha sairá do acampamento às 14h e deve chegar na prefeitura por volta das 15h.

No período da noite, às 18h, as famílias do acampamento Silvério de Jesus irão à Câmara Municipal de Embu, onde será proposta uma moção de apoio a Ocupação.

Rua Mimi Simões, s/n Jardim Tomé – Embu (próximo a escola Hugo Carotini que fica na estrada Keishi Matsumoto, Embu)


Fonte: ABRA